As luzes se apagaram na noite da escuridão Então se fez frio, chuva e trovão Agarrei-me ao meu amado em baixo dos cobertores Protegida fiquei das trevas e tremores O tempo se passou despercebidamente Os raios solares refletiram no vidro transparente Iluminando as silhuetas daquele corpo moreno Lá estava ele tão exausto e tão sereno Atentamente observava as feições dele Percorrendo com o olhar a sua pele Marcada pelas experiências vividas do momento Ninguém podia levar nem mesmo o vento Esperando o despertar inusitado O analisava mexendo e remexendo ali deitado Como uma luz humana que só eu via E iria me iluminar para o resto dos meus dias. Eliane Delgado
Letras e poemas da autoria de Eliane Delgado